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Makunaíma - Grupo Teatro que Roda

 

GRUPO TEATRO que RODA

 

Espetáculo: MAKUNAÍMA NA TERRA DE PINDORAMA

Data: 07 de dezembro de 2010, terça-feira, às 18:30.

Local: Av. Goiás com Av. Anhanguera, Centro, Goiânia/GO.

 

Sobre o espetáculo: 

Após 4 anos de sucesso do espetáculo de rua Das Saborosas Aventuras de Dom Quixote de La Mancha e seu Escudeiro Sancho Pança – um capítulo que poderia ter sido, o diretor teatral André Carreira propõe ao grupo uma livre adaptação do clássico da literatura brasileira, Macunaíma, de Mário de Andrade (1928), considerada um marco da produção modernista.

Em Macunaíma, Andrade tenta escrever um romance que represente o multi-culturalismo brasileiro. O livro possui estrutura inovadora, não seguindo uma ordem cronológica e espacial. É uma obra surrealista, onde se encontram aspectos ilógicos, fantasiosos e lendas. Na montagem do Teatro que Roda, o carnaval é o fio condutor da história. O grupo buscou no carnaval mais simples, o carnaval dos amigos do bairro, do pequeno bloco de sujos, que resiste fazendo a sua festa sem nenhum “glamour”, o ponto de partida para apresentar a tribo dos Tapanhúmas e o Herói do Mato Dentro. O carnaval na rua com sua singeleza e capacidade aguda de criticar é o material que convida os espetadores.

André Carreira diz: Colocamos nosso bloco na rua para dar vida a MaKunaíma, seus irmãos e suas cunhãs. O herói sem nenhum caráter transita pela rua contando os episódios principais de sua jornada pelas terras do Brasil. De repente vemos que esse herói se parece a tantos que estiveram na rua assistindo nossos ensaios, e certamente a muitos outros que estarão vendo nossas apresentações. Indefiníveis como brasileiros, mas reconhecíveis como brasileiros, especialmente como sujeitos que tratam de estar de pé e aptos a seguirem adiante.

A rua é um lugar propício para o jogo do teatro, não porque seja um espaço hospitaleiro, mas justamente porque é um espaço que implica em riscos, que desafia os artistas a inventar novas lógicas do uso da cidade.            

Atuar na rua é dialogar com as mais diversas demandas daqueles que habitam esse espaço público. É também interferir na ordem do funcionamento desse lugar, modificando seus fluxos, e ampliando suas possibilidades lúdicas.      

Por isso, fazer teatro na rua é sempre instalar momentos de ruptura por meio das linguagens da cena, re-significando, ainda que de modo passageiros, os sentidos do espaço de convivência fugaz que é a rua.           

A encenação de MaKunaíma é uma experimentação com esse jogo. Pretendemos interferir nas frestas dos fluxos da rua, propondo que o espectador acompanhe os atores em uma espécie de brincadeira ao redor de tipos que pertencem às ruas, avenidas e praças do Brasil.           

Queremos que nossos personagens penetrem as calçadas, vias de trânsito, lojas, estimulando a que o cidadão comum que transita pelo centro da cidade sinta que pode jogar, pode romper com seu ritmo cotidiano fazendo, junto aos atores, o espetáculo.

 

Elenco: Dionísio Bombinha, Lenita Caetano, Ieda Marçal, Hugo Mor, Patrick Mendes, Felipe Ferro.

Direção: André Carreira   

Assistente de Direção: Liz Eliodoraz

Direção musical: Abílio Carrascal

Técnico: Júlio Rodrigues

Figurinos: Izabela Nascente

Preparação corporal: Luciana Caetano

Preparação vocal: Cris Lopes

Produção: Teatro que Roda

 

Sobre o grupo: 

Breve Histórico do GRUPO TEATRO que RODA

Somos um grupo no qual predominam a pesquisa e experimentação de linguagens cênicas que possibilitem ações sociais e culturais produtivas.”

O grupo formou-se em 2003 com a montagem do espetáculo “A Formiga da Roça”, mas só a partir de outubro, já com sede própria, adotou o nome Grupo Teatro que Roda. Este se trata da mescla do estilo adotado para seu primeiro trabalho, de rua em formato de roda, e a proposta de estudar e praticar um teatro versátil, baseado nas tradições e narrativas populares.

O primeiro trabalho aliado à imensa vontade de rodar o país faz com que o nome, além de lúdico, assuma seu sentido cinético e dinâmico e o ponha em movimento.

O segundo trabalho do grupo foi criado em novembro 2003. “Foliando” é um show caipira, também com base na cultura popular goiana. Explora elementos da folia de reis, congadas, catira, textos de humor, além de resgatar músicas caipiras da melhor qualidade.

Das Saborosas Aventuras de Dom Quixote de La Mancha e seu Escudeiro Sancho Pança – um capítulo que poderia ter sido” é o terceiro trabalho do grupo, também de rua. Uma adaptação livre do clássico de Miguel de Cervantes. Estreou em Julho de 2006 e tem assinatura do diretor convidado André Carreira, de Florianópolis-SC. De linguagem contemporânea e urbana, propõe uma nova linha de trabalho para o grupo, oposta aos dois primeiros, mas sem deixar de ser popular.

 

Sobre o diretor André Carreira: 

André Carreira é doutor, professor de interpretação e diretor do departamento de Artes Cênicas da Universidade do Estado de Santa Catarina, além de professor convidado em algumas universidades no exterior (Inglaterra, EUA e Argentina). O teatro de rua foi tema de sua tese de doutorado.

Pesquisador do CNPq, já foi presidente da Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas. Atualmente é diretor da Cia. Teatral Experiência Subterrânea em Florianópolis e da Escena Subterrânea na Argentina – que faz teatro para metrô.

Ele dirigiu espetáculos como La Invasión, na Argentina e em Barcelona; Numância, em São Paulo e The Kiss in the Gunter, na Inglaterra. Veio a Goiânia para ministrar o curso de Teatro de Rua nos eventos Goiânia em Cena 2005 e Projeto Oficinas II.

André lançou, no Brasil, o livro Teatro de Rua, Uma paixão no Asfalto (Editora HUCITEC).

 

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